São Paulo adota perfil cauteloso no mercado e prioriza reforços sem custo na próxima janela
Tricolor evita grandes investimentos, aposta em atletas experientes e mira oportunidades de mercado entre janeiro e março;
O São Paulo não pretende fazer grandes investimentos na próxima janela de transferências, que vai de janeiro a março. A estratégia da diretoria é buscar jogadores com perfil semelhante ao do primeiro reforço anunciado para a temporada, o volante Danielzinho.
O meio-campista disputou a Série A do Campeonato Brasileiro e foi um dos protagonistas da campanha histórica do Mirassol, que garantiu classificação para a Conmebol Libertadores. Aos 31 anos, Danielzinho construiu carreira passando por clubes de divisões inferiores, chegou em alta após a última temporada e estava em fim de contrato, o que facilitou a negociação.
Além dele, o São Paulo também acertou a contratação do goleiro Carlos Coronel, que ainda não foi anunciado oficialmente.
Internamente, a avaliação é de que o elenco do técnico Hernán Crespo pode ser reforçado com atletas que se destacaram em outras equipes, mesmo sem o pagamento de taxas de transferência. A diretoria entende que há oportunidades no mercado com jogadores experientes, líderes e acostumados a assumir protagonismo, ainda que venham de clubes considerados de menor expressão.
O Tricolor segue monitorando o mercado e conduz negociações dentro desse perfil: atletas não tão jovens, mas também sem extrapolar muito a faixa dos 30 anos. A ideia é repetir o modelo adotado com Danielzinho, equilibrando experiência, custo reduzido e rendimento imediato.
Nas conversas com o Botafogo, por exemplo, o São Paulo demonstra interesse no lateral-direito Vitinho, de 26 anos, no meia Savarino, de 29, e também avalia a situação do atacante Joaquín Correa, de 31 anos.
Apesar desses nomes, a prioridade absoluta do clube, diante do cenário de restrição financeira, é contratar sem custos de transferência. Isso inclui negociações por trocas, empréstimos ou jogadores em fim de contrato, mantendo o controle orçamentário sem abrir mão de competitividade para a temporada.



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