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Interesse de Marcos Lamacchia na SAF do Vasco reabre capítulo com família ligada à Crefisa

Possível negociação ocorre quase dois anos após tentativa frustrada de compra e reforça relação entre Pedrinho e os Lamacchia

O interesse de Marcos Faria Lamacchia na aquisição da SAF do Vasco da Gama acrescenta um novo capítulo à relação entre o presidente vascaíno, Pedrinho, e a família do empresário. Marcos atua de forma independente no mercado de investimentos, mas possui vínculos familiares com nomes de peso do setor financeiro e esportivo brasileiro.

Ele é filho de uma das herdeiras do banqueiro Aloysio de Andrade Faria, fundador dos bancos Real e Alfa, e de José Roberto Lamacchia, proprietário da Crefisa ao lado da esposa Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras.

A eventual conclusão de um acordo acontece quase dois anos depois de uma tentativa frustrada de José Lamacchia adquirir a SAF do Vasco junto à 777 Partners, então controladora do futebol do clube. À época, o banqueiro teria apresentado uma proposta em torno de US$ 110 milhões, mas as tratativas não avançaram devido a divergências relacionadas à forma de pagamento.

Além disso, a repercussão envolvendo a marca Crefisa teve peso no recuo. A oposição política no Palmeiras passou a pressionar Leila Pereira, levantando a possibilidade de conflito de interesses caso a empresa estivesse ligada a outro clube de grande porte. Diante do cenário, Lamacchia optou por se afastar definitivamente das negociações.

Embora não tenha havido confirmação oficial sobre o novo interesse na SAF, Pedrinho já havia sinalizado publicamente a proximidade com José Lamacchia. Em entrevista coletiva após o clube associativo retomar o controle do futebol, o dirigente destacou a relação pessoal e a confiança na empresa.

Durante a campanha à presidência do Vasco, Lamacchia chegou a negociar com Pedrinho a compra dos naming rights do estádio de São Januário, tratativa que também não foi concluída. O desencontro esfriou temporariamente a relação entre as partes.

O distanciamento, porém, deu lugar a uma nova aproximação em outubro, quando o Vasco fechou um acordo com a Crefisa para um empréstimo de R$ 80 milhões. O financiamento, voltado a empresas em recuperação judicial, foi destinado ao pagamento de despesas correntes, como salários, fornecedores estratégicos e obrigações trabalhistas e fiscais. Apesar da concorrência de outras instituições, o clube avaliou que as condições oferecidas pela Crefisa eram mais vantajosas.

Na ocasião, Pedrinho afirmou que, além do empréstimo, a empresa também aportou recursos em projetos incentivados da associação, viabilizados pelo relacionamento com José Lamacchia, reforçando o compromisso com responsabilidade e transparência na gestão.

Segundo apuração, existe a possibilidade de o Vasco recorrer a um novo empréstimo no início deste ano, já que os recursos da última operação tinham previsão de se esgotar em janeiro. A Crefisa surge novamente como uma das principais candidatas a conceder o financiamento, o que pode manter ou até aprofundar a ligação entre o clube e a família Lamacchia em meio às discussões sobre o futuro da SAF.

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