Entrave trava ida de Cristian Medina ao Botafogo, e volante decide ficar no Estudiantes
Desejo do jogador de permanecer na Argentina até 2026 e punição ao clube carioca esfriam negociação antes bem encaminhada.
A negociação do Botafogo pelo volante Cristian Medina ganhou um obstáculo relevante nos últimos dias. O principal entrave passou a ser a decisão do próprio jogador, que manifestou o desejo de permanecer no Estudiantes ao menos até o meio de 2026.
Medina, de 23 anos, esteve muito próximo de acertar com o clube carioca, mas o transfer ban imposto ao Botafogo atrasou o avanço das tratativas. Durante esse período de indefinição, o volante comunicou ao treinador Eduardo Domínguez e ao presidente Juan Sebastián Verón que seguirá defendendo o Estudiantes, decisão divulgada inicialmente pelo “Canal do TF” e confirmada posteriormente.
O jogador chegou a ser tratado internamente como vendido pelo clube argentino. Seus direitos econômicos são controlados por um grupo de empresários, que via na transferência para o futebol brasileiro uma vitrine para uma futura negociação com o mercado europeu. O plano previa o pagamento da multa rescisória, com Medina assinando como jogador livre.
A punição sofrida pelo Botafogo impediu a conclusão do negócio por quase dois meses. Nesse intervalo, Medina voltou a ganhar espaço no Estudiantes, clube no qual havia perdido protagonismo anteriormente. Em 2026, o volante já participou de três partidas oficiais, recuperando status dentro do elenco.
Campeão do Torneio Clausura em dezembro, o Estudiantes disputará a Conmebol Libertadores de 2026. Considerado o principal jogador do time, Medina deu sua palavra à comissão técnica e à diretoria de que permanecerá no clube argentino pelo menos até a metade da próxima temporada.
Diante desse cenário, uma transferência para o Botafogo passou a ser tratada como bastante difícil neste momento. Ainda assim, o clube carioca não descartou completamente a contratação e segue tentando uma solução para fechar com o volante ainda nesta janela de transferências, embora reconheça a complexidade do negócio.



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