Brazilian Storm busca 9º título mundial em temporada histórica da WSL
Novo formato, volta de Pipeline como final e mudanças no circuito marcam os 50 anos do surfe profissional
O domínio brasileiro no surfe mundial segue impressionante. Nas últimas 11 temporadas, o Brasil conquistou oito títulos mundiais, consolidando a chamada “Brazilian Storm” como a principal força da World Surf League. A partir desta terça-feira, a elite inicia mais uma campanha em busca do nono troféu, com abertura em Bells Beach e encerramento previsto na icônica Pipeline.
A temporada 2026 será especial não apenas pelo alto nível técnico, mas também pelas mudanças estruturais no circuito, que celebra 50 anos de surfe profissional. O título mundial voltará a ser decidido no formato de pontos corridos ao longo de 12 etapas, abandonando o sistema de Finals utilizado nos últimos anos.
Entre 2021 e 2025, o campeão era definido em um único dia, reunindo os cinco melhores surfistas em uma disputa decisiva. Agora, a WSL retoma o modelo tradicional: o atleta que somar mais pontos ao longo da temporada será coroado campeão mundial.
Segundo o comentarista Breno Dines, o novo regulamento combina elementos do passado com ajustes recentes, aumentando a pressão sobre os competidores desde as primeiras baterias, já que todas passam a ser eliminatórias. Por outro lado, os surfistas poderão descartar seus dois piores resultados, o que traz equilíbrio à disputa.
Outro destaque é o retorno de Pipeline como palco da grande decisão. Considerada uma das ondas mais desafiadoras do mundo, ela volta a definir o campeão mundial, como acontecia até 2019. Além disso, a etapa terá peso maior no ranking, distribuindo 15 mil pontos — acima dos 10 mil das demais etapas.
O Brasil chega forte para mais uma temporada. Nomes como Gabriel Medina, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora lideram a geração vencedora, mantendo o país como protagonista absoluto no circuito.
Entre as novidades do calendário, a etapa de Jeffreys Bay foi substituída por Raglan, na Nova Zelândia. A mudança atende a pedidos de surfistas que competem com o pé direito à frente (goofy), já que Raglan oferece ondas predominantes para a esquerda, equilibrando as condições do circuito.
O calendário da temporada inclui etapas na Austrália, América, Oceania, África e Oriente Médio, reforçando o caráter global do CT. Entre os destaques estão passagens por Saquarema, Teahupo’o, Fiji, Trestles, Abu Dhabi e Portugal, até a grande decisão no Havaí.
O novo formato também traz mudanças importantes na dinâmica da competição. Após nove etapas da temporada regular, haverá um corte: apenas os 24 melhores homens e 16 melhores mulheres avançam para a fase final. Ao longo do ano, os surfistas considerarão seus melhores resultados para a classificação geral.
Outra alteração significativa é o fim do round de repescagem. A partir de 2026, não haverá segunda chance: quem perder, está eliminado. A mudança aumenta a intensidade das baterias e exige alto desempenho desde o início de cada etapa.
Resumo das principais mudanças no CT 2026:
– Retorno do formato de pontos corridos para definir o campeão
– Final da temporada novamente em Pipeline
– Fim do sistema de Finals
– Extinção da repescagem nas baterias
– Possibilidade de descartar dois resultados
– Aumento no número de surfistas no feminino
– Nova etapa em Raglan, na Nova Zelândia
– Etapa final com pontuação maior (15.000 pontos)
Com um cenário mais competitivo, regras reformuladas e o domínio brasileiro em evidência, a temporada promete elevar ainda mais o nível do surfe mundial — e reforçar o protagonismo do Brasil na busca por mais um título histórico.



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