Antonelli reafirma compromisso com a Mercedes e afasta, por ora, chance de correr pela Ferrari
Italiano de 19 anos diz que sonha em ser campeão mundial com a equipe alemã após temporada sólida em sua estreia na Fórmula 1
O futuro da Mercedes-AMG Petronas Formula One Team tem sotaque italiano. A escuderia alemã deposita grande confiança no jovem Andrea Kimi Antonelli, sétimo colocado no Mundial de 2025 da Fórmula 1, e o piloto retribui a aposta deixando claro que não pretende, ao menos neste momento, cruzar seu caminho com a compatriota Ferrari, apesar da admiração pela equipe mais vitoriosa da categoria.
“A Ferrari é uma equipe incrível e correr lá é maravilhoso, mas estou muito feliz onde estou e sou grato pela oportunidade que a Mercedes me concedeu. Meu sonho agora é ser campeão mundial com eles, depois veremos o que o futuro nos reserva”, afirmou o piloto, natural de Bolonha.
A ligação entre Antonelli e a Ferrari quase aconteceu anos atrás. Entre 2017 e 2018, período em que a equipe italiana era comandada por Maurizio Arrivabene, o jovem esteve próximo de integrar a Academia de Pilotos da escuderia. O acordo, porém, não avançou por questões contratuais e pela pouca idade do piloto, que tinha apenas 12 anos à época.
Enquanto a Ferrari hesitou, a Mercedes agiu rapidamente. Durante o GP da Itália de 2017, Giancarlo Minardi, fundador da extinta Minardi, encontrou o chefe da Mercedes, Toto Wolff, e recomendou Antonelli. A indicação surtiu efeito, e o italiano foi contratado pela equipe alemã na semana do GP de Mônaco de 2018.
A aposta no talento do jovem foi tamanha que a Mercedes acelerou sua trajetória nas categorias de base. Após conquistar o título da Fórmula Regional Europeia (FRECA), Antonelli pulou etapas importantes do caminho tradicional e avançou rapidamente rumo às principais categorias. Em 2024, terminou a temporada em sexto lugar, em um campeonato vencido pelo brasileiro Gabriel Bortoleto, e estreou na Fórmula 1 no ano seguinte, ocupando a vaga deixada pelo heptacampeão Lewis Hamilton.
A temporada de estreia na elite não foi isenta de dificuldades. Antonelli viveu momentos de pressão, como o incidente que tirou Max Verstappen do GP da Áustria e a eliminação precoce no Q1 da classificação do GP da Bélgica, quando deixou o carro visivelmente abalado. Ainda assim, mostrou regularidade, pontuou com frequência e subiu ao pódio três vezes, incluindo um segundo lugar no GP de São Paulo.
“A temporada foi bastante positiva, mas definitivamente poderíamos ter ido melhor. Apesar de um período menos positivo, consegui sair desse ciclo negativo, o que me ajudou a crescer muito como pessoa e piloto”, avaliou Antonelli.
Com desempenho consistente, apoio total da Mercedes e maturidade demonstrada diante das adversidades, o italiano consolida seu espaço como uma das principais apostas da nova geração da Fórmula 1, enquanto mantém o foco em construir sua história vestido de prata.



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