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Barcelona vence o Real Madrid em El Clásico épico e conquista a Supercopa da Espanha de 2025

Com protagonismo brasileiro, Barça faz 3 a 2 no clássico em Jidá, chega ao 16º título e iguala o retrospecto histórico diante do rival

Quem acompanhou, presenciou mais um capítulo histórico do maior clássico do futebol mundial. O Barcelona venceu o Real Madrid por 3 a 2 neste domingo, no Alinma Stadium, em Jidá, na Arábia Saudita, e conquistou o título da Supercopa da Espanha de 2025. Desde o apito inicial, a decisão foi marcada por intensidade, alto nível técnico e forte protagonismo de jogadores brasileiros dos dois lados.

Com o resultado, o Barcelona chegou à sua 16ª taça da Supercopa a segunda consecutiva e ampliou a vantagem como maior campeão do torneio. O Real Madrid segue com 13 títulos e soma agora o oitavo vice-campeonato na competição. A conquista também representa o primeiro título da temporada 2025/26 na Espanha e o primeiro El Clásico do ano.

Além do troféu, o clássico igualou o retrospecto histórico entre as equipes. Agora, são 106 vitórias para cada lado e 52 empates em 264 confrontos oficiais, com 883 gols marcados: 444 pelo Barcelona e 439 pelo Real Madrid.

O Barcelona foi superior na primeira etapa, especialmente no controle do jogo. A equipe catalã terminou o primeiro tempo com 76% de posse de bola e nove finalizações, contra cinco do rival. O domínio se transformou em pressão constante na reta final do período inicial.

O principal nome ofensivo do Barça foi Raphinha. Aos 26 minutos, ele exigiu boa defesa de Thibaut Courtois e, aos 34, desperdiçou chance clara cara a cara. A redenção veio aos 36 minutos, quando Fermín López roubou a bola no meio e acionou Raphinha em velocidade. Mesmo pressionado por Aurélien Tchouaméni, o brasileiro finalizou cruzado para abrir o placar.

A resposta do Real foi imediata e brilhante. Aos 47 minutos, Vinícius Júnior protagonizou um dos gols mais bonitos da temporada. Em jogada individual desde o meio-campo, aplicou uma caneta em Jules Koundé, invadiu a área e finalizou com categoria no canto, empatando a decisão.

Dois minutos depois, o Barcelona voltou à frente. Pedri encontrou Robert Lewandowski na área, e o centroavante marcou com uma cavadinha precisa, em toque de extrema qualidade.

Nos acréscimos, o Real Madrid buscou novamente o empate. Após escanteio, a bola bateu na trave e sobrou para Gonzalo García, substituto do lesionado Kylian Mbappé, que completou para o gol e deixou tudo igual antes do intervalo.

A etapa final foi mais equilibrada. O Real Madrid cresceu ofensivamente e passou a ameaçar com Rodrygo e Vinícius Júnior, enquanto o Barcelona apostava em transições rápidas. Lamine Yamal apareceu com mais frequência e obrigou Courtois a grande defesa aos 25 minutos.

O gol do título saiu aos 28. Após troca de passes envolvendo Ferran Torres e Dani Olmo, Raphinha recebeu na área, escorregou no momento da finalização, mas mesmo assim chutou de direita. A bola desviou em Raúl Asencio e enganou Courtois, decretando o 3 a 2.

Nos minutos finais, o Barcelona esteve mais perto de ampliar do que o Real de empatar. A saída de Vinícius Júnior, aos 37 minutos, reduziu drasticamente o poder ofensivo da equipe comandada por Xabi Alonso, enquanto o time dirigido por Hansi Flick controlou o resultado até o apito final.

Raphinha foi eleito o melhor jogador da final. O brasileiro transformou seu histórico no clássico: após passar em branco nos primeiros sete confrontos contra o Real Madrid, marcou sete gols nos últimos cinco jogos, incluindo mais um doblete decisivo. Em uma noite de alto nível técnico e emoção, o Barcelona confirmou sua hegemonia e levantou mais um troféu em um El Clásico para a história.

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