Buffon deixa cargo na seleção italiana após fracasso e renúncia do presidente da federação
Ídolo anuncia saída após eliminação e terceira ausência seguida da Itália em Copas do Mundo
A crise no futebol italiano ganhou mais um capítulo importante com a saída de Gianluigi Buffon da Seleção Italiana. Após a renúncia de Gabriele Gravina à presidência da FIGC, o ex-goleiro também decidiu deixar o cargo de chefe de delegação.
A decisão veio logo após a derrota para a Bósnia nos pênaltis, resultado que confirmou a terceira ausência consecutiva da Itália em Copas do Mundo — um feito inédito entre seleções campeãs mundiais.
Em comunicado, Buffon admitiu que sua decisão inicial foi impulsiva, tomada ainda sob forte emoção, mas reforçou que agora se sente convicto da escolha.
— Foi um ato que veio do fundo da minha alma. O objetivo era levar a Itália de volta à Copa, e não conseguimos — declarou.
Buffon ocupava o cargo desde agosto de 2023, poucos dias após anunciar sua aposentadoria dos gramados. Ele assumiu a função após a morte de Gianluca Vialli, vítima de câncer no início daquele ano.
Considerado um dos maiores nomes da história do futebol italiano, Buffon teve papel central no último título mundial da Azzurra, na Copa do Mundo de 2006. Ao longo da carreira, somou 176 partidas pela seleção — recorde absoluto —, além de passagens marcantes por clubes como Juventus, Parma e Paris Saint-Germain.
O momento é de forte pressão no país. Antes mesmo da renúncia de Gravina, o ministro do Esporte e Juventude, Andrea Abodi, já havia cobrado mudanças profundas na estrutura do futebol nacional.
A saída de duas figuras centrais em sequência evidencia o tamanho da crise vivida pela Itália, que busca respostas após anos de queda de desempenho e ausência nos principais palcos do futebol mundial.



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