Rescisão entre Oscar e São Paulo entra na reta final após impasse milionário
Meia abre mão de R$ 53 milhões, mas cobra cerca de R$ 7 milhões referentes a luvas e direitos de imagem; acordo pode ser fechado na próxima semana
A negociação para a rescisão contratual entre Oscar e o São Paulo Futebol Clube se arrasta há semanas, mas pode ganhar um desfecho definitivo nos próximos dias. As partes devem se reunir novamente na próxima semana para tentar selar um acordo que encerre oficialmente o vínculo do jogador com o clube.
De acordo com informações apuradas, o meia abriu mão de aproximadamente R$ 53 milhões — valor correspondente ao contrato válido até o fim de 2027 — mas ainda cobra uma dívida superior a R$ 7 milhões. Esse montante se refere, principalmente, ao prêmio pela assinatura do contrato, conhecido como luvas, além de valores pendentes relacionados a direitos de imagem.
Inicialmente, Oscar pretendia receber a quantia à vista. No entanto, em sinal de flexibilização, aceitou a possibilidade de parcelamento até o final de 2027. Pessoas ligadas à gestão de sua carreira entendem que o atleta teria respaldo contratual para exigir a integralidade do acordo vigente, mas optou por cobrar apenas os valores devidos até novembro do ano passado, período em que sofreu um mal súbito.
Além do valor reivindicado pelo jogador, o clube também possui pendência referente à comissão de empresários envolvidos na negociação original. O São Paulo, por sua vez, não confirma publicamente os números discutidos. Internamente, o contrato é tratado como “suspenso” desde o fim de 2025. As conversas vêm sendo conduzidas pelo diretor executivo Rui Costa e pelo empresário Giuliano Bertolucci, representante do atleta, e são consideradas em estágio avançado.
O episódio que desencadeou a interrupção da carreira ocorreu durante exames médicos no Centro de Treinamento da Barra Funda, no fim do ano passado, antes do início da pré-temporada. Oscar passou mal, foi encaminhado de ambulância ao Hospital Israelita Albert Einstein e permaneceu internado na UTI. O diagnóstico apontou síncope vasovagal — uma perda transitória de consciência causada pela queda repentina da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Especialistas indicam que o quadro não apresenta risco de morte, mas exige acompanhamento contínuo. Após o episódio, o jogador seguiu protocolo de recuperação em repouso, chegou a comparecer ao CT em algumas ocasiões, mas posteriormente optou por encerrar a carreira profissional.
A decisão pela aposentadoria transformou a questão contratual em prioridade para ambas as partes. Para o São Paulo, a definição do caso representa alívio financeiro e jurídico. Para Oscar, trata-se do encerramento formal de um ciclo marcado por expectativa, retorno ao futebol brasileiro e, por fim, uma despedida precoce dos gramados.
Com a nova rodada de negociações prevista para os próximos dias, a tendência é que o desfecho finalmente aconteça, encerrando uma novela que mobilizou bastidores e torcedores ao longo das últimas semanas.



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