Vasco afunda no pior início da história do NBB e amarga 11ª derrota seguida em casa
Cruz-maltino é dominado pelo Brasília por 81 a 59, segue na lanterna e vê risco de rebaixamento aumentar
O clima é de preocupação máxima em São Januário. Neste domingo, o Vasco voltou a perder no NBB 2025/26 e ampliou para 11 o número de derrotas em 11 jogos um recorde negativo desde a criação do campeonato, em 2008. A equipe foi superada pelo Brasília por 81 a 59, apesar de ter começado bem a partida sob liderança de Basílio. Sem reação, o time carioca segue na última posição e convive cada vez mais de perto com o risco do rebaixamento para a Liga Ouro.
O Vasco entrou em quadra pressionado pela sequência de resultados ruins, mas disposto a mudar o rumo da temporada. E, no início, conseguiu. Basílio chamou a responsabilidade, marcou os primeiros pontos do jogo e ajudou a construir uma vantagem confortável sobre o Brasília. A equipe abriu boa diferença e controlava bem as primeiras movimentações.
No entanto, ainda no primeiro quarto, o cenário começou a mudar. O Brasília encaixou melhor sua defesa, aproveitou erros vascaínos e cresceu ofensivamente até igualar o placar em 19 a 19. A partir dali, o jogo mudou de lado. O Vasco pareceu sentir o impacto da reação adversária, e o Brasília assumiu definitivamente o controle da partida.
No segundo período, a equipe visitante se impôs. Von Haydin e Corvalan começaram a ditar o ritmo, acelerando o ataque e encontrando espaços com facilidade na defesa vascaína. O Brasília não apenas virou a partida, como abriu vantagem de dois dígitos antes do intervalo.
O placar de 39 a 28 refletiu não só a superioridade técnica do Brasília no período, mas também a dificuldade do Vasco em manter consistência nas duas pontas da quadra. Mesmo com bons momentos individuais, o Cruz-maltino não conseguiu sustentar o ritmo inicial e foi para o vestiário novamente pressionado.
O retorno para o terceiro quarto trouxe mais uma fagulha de esperança para o torcedor. O Vasco marcou os primeiros pontos e ensaiou uma retomada, mas a diferença construída pelo Brasília continuava imensa. Von Haydin, em noite inspirada, seguiu pontuando com facilidade, enquanto Brunão dominava os rebotes e impedia segundas chances do Cruz-maltino.
O Brasília chegou a abrir 20 pontos, fechando o período em 60 a 40. O desânimo começava a aparecer nas arquibancadas, enquanto a equipe lutava para encontrar alternativas ofensivas que mantivessem o time vivo no confronto.
O Brasília voltou um pouco desconcentrado para o último quarto, errou mais do que nos anteriores e permitiu que o Vasco diminuísse a diferença. A equipe carioca chegou a encostar no placar com 48 a 66, levando alguma animação para o ginásio e mostrando que ainda havia energia para lutar.
No entanto, a reação parou por aí. Ajustando novamente o ataque e com melhor aproveitamento nas bolas de três pontos, o Brasília retomou o controle do jogo, voltou a abrir vantagem confortável e administrou o resultado até o apito final. A vitória por 81 a 59 coroou a atuação segura dos visitantes, que se aproveitaram da instabilidade vascaína para vencer com autoridade.
Von Haydin terminou como cestinha do confronto, com 24 pontos, enquanto Basílio foi o principal nome do Vasco, marcando 19.
Com 11 derrotas em 11 jogos, o Vasco ultrapassa a marca negativa do Caxias do Sul na temporada 2016/17, quando o clube gaúcho começou com nove reveses. A situação é ainda mais delicada porque o NBB voltou a adotar o rebaixamento: os dois piores times da fase classificatória caem para a Liga Ouro.
A campanha preocupa, o rendimento cai a cada rodada e o sinal de alerta já está mais do que ligado.
O Vasco tenta respirar na terça-feira, contra o Rio Claro, em mais um confronto decisivo direto para tentar deixar a lanterna. Já o Brasília encara o Fortaleza Basquete Cearense na quinta-feira (4), às 20h15.
O Vasco vive uma crise profunda dentro do NBB: desempenho baixo, pressão crescente e derrotas que se acumulam sem perspectiva clara de reação. Se nada mudar rapidamente, o clube pode terminar a temporada fazendo história mas pelo motivo que nenhum torcedor gostaria.
O futuro do Vasco no campeonato está em jogo, e cada partida agora é uma batalha de sobrevivência.



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