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Copa do Mundo não aumenta número de apostadores, mas gastos disparam entre usuários ativos

Levantamento aponta queda na quantidade de brasileiros que apostaram durante o torneio, enquanto valores movimentados e tíquete médio registraram forte crescimento.

A Copa do Mundo de 2026 não conseguiu ampliar a base de usuários das plataformas de apostas esportivas no Brasil. Um levantamento divulgado nesta segunda-feira por uma fintech especializada em análise de dados financeiros revelou que o número de brasileiros que realizaram apostas nas últimas 24 horas ficou abaixo dos níveis registrados antes do início da competição.

O estudo foi realizado com base em informações de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas e apontou uma queda de 14% no volume de apostadores em comparação ao período anterior ao Mundial. Os dados indicam que, apesar da enorme visibilidade do torneio, as casas de apostas encontraram dificuldades para atrair novos usuários.

Ao longo da competição, foram observadas oscilações no número de apostadores. Em alguns momentos houve crescimento pontual, mas, de forma geral, o volume permaneceu próximo ou abaixo dos patamares registrados antes da bola rolar.

Segundo a análise, o principal desafio das empresas do setor tem sido converter a forte exposição publicitária em novos cadastros. As campanhas de marketing realizadas durante a Copa parecem ter sido mais eficientes para estimular usuários já ativos do que para conquistar novos participantes.

Embora a quantidade de apostadores tenha diminuído, o comportamento de quem continua apostando chamou atenção. Os brasileiros monitorados pela pesquisa movimentaram R$ 44,8 milhões em apostas em apenas um dia, valor que representa uma alta de 138% em relação à média observada anteriormente.

O crescimento também apareceu no tíquete médio. O valor apostado por usuário atingiu R$ 524, um avanço de 178% em comparação aos níveis habituais registrados antes do torneio.

Os números sugerem que a Copa do Mundo tem servido como um catalisador para os apostadores mais engajados. Em vez de atrair uma nova massa de usuários, a competição parece incentivar aqueles que já participam regularmente do mercado a aumentar significativamente seus investimentos.

A fintech responsável pelo levantamento destacou que o torneio vem se mostrando mais atrativo para apostadores experientes, que estão dispostos a movimentar valores cada vez maiores durante os jogos. De acordo com a análise, o tíquete médio permaneceu acima da média em grande parte dos dias avaliados ao longo da competição.

O estudo, no entanto, não detalha quais plataformas de apostas foram consideradas na amostra. Também não foram divulgadas informações sobre o volume total de recursos investidos pelas empresas em publicidade durante a Copa do Mundo.

Os dados reforçam um cenário curioso para o setor: mesmo diante do maior evento do futebol mundial e de uma intensa presença das marcas de apostas nas transmissões esportivas, o crescimento da receita parece estar sendo sustentado principalmente pelos usuários já existentes, e não pela entrada de novos apostadores.

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