Deco relembra auge no Barcelona, bastidores da carreira e desafios como dirigente
Ex-meia destaca decisões marcantes, analisa passagem por grandes clubes e fala sobre futuro no futebol
Com uma trajetória consolidada dentro e fora de campo, Deco segue sendo uma das figuras mais experientes do futebol moderno. Atualmente diretor de futebol do Barcelona, o ex-meia revisitou momentos marcantes da carreira e comentou desafios recentes em entrevista.
Após encerrar a carreira como jogador em 2013, com passagens por clubes como Porto, Chelsea e Fluminense, Deco atuou como empresário antes de assumir o cargo executivo no clube catalão em 2023. Segundo ele, a função atual é a mais complexa que já exerceu no futebol.
Um dos episódios recentes abordados foi a situação de Vitor Roque, contratado pelo Barcelona em 2024. Deco reconheceu que o momento da chegada do atacante pode não ter sido ideal, destacando fatores como lesão e pressão externa, além de admitir que o clube poderia ter oferecido mais suporte ao jogador.
Ao relembrar a passagem pelo Barcelona como atleta, Deco apontou o período como o auge da carreira, especialmente pela conquista da Liga dos Campeões de 2005/06. Ele também comentou a decisão de Pep Guardiola, que ao assumir o clube em 2008 optou por não contar com ele, Ronaldinho Gaúcho e Samuel Eto’o.
Sobre Ronaldinho, Deco foi direto ao afirmar que nunca viu um jogador com tanta capacidade técnica. Já ao falar de Cristiano Ronaldo, com quem atuou na seleção de Portugal, destacou a mentalidade e a obsessão pela evolução como fatores determinantes para o sucesso do atacante.
Outro nome citado foi José Mourinho, com quem trabalhou no Porto. Deco classificou o técnico como revolucionário, especialmente pela capacidade de leitura tática e preparação estratégica das partidas, que, segundo ele, estavam à frente do seu tempo.
O ex-jogador também relembrou momentos pela seleção portuguesa, como a final da Euro 2004, e reafirmou não se arrepender de ter optado por defender Portugal, decisão tomada após anos vivendo no país.
Na passagem pelo futebol brasileiro, Deco destacou os títulos conquistados com o Fluminense e elogiou treinadores como Muricy Ramalho e Abel Braga. Ele também criticou a saída de Emerson Sheik em 2011, classificando o episódio como um erro de gestão.
Como dirigente, Deco comentou ainda os desafios de reconstrução do Barcelona, destacando a necessidade de equilíbrio financeiro e aposta em jovens talentos para manter o clube competitivo no cenário europeu.
Sobre um possível retorno de Lionel Messi ao clube, afirmou que não há qualquer negociação em andamento e que o tema tem sido mais especulativo do que real.
Por fim, ao falar sobre a seleção brasileira, citou Carlo Ancelotti como um nome experiente e capaz de trazer estabilidade, além de demonstrar torcida para que Neymar possa disputar mais uma Copa do Mundo.
Com experiência como jogador, agente e dirigente, Deco segue atuando em diferentes frentes do futebol, agora com foco na gestão e no desenvolvimento de projetos de longo prazo.



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