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Fernando Diniz explica repetição de escalação e destaca lado emocional no Corinthians

Treinador valoriza aspectos além dos dados físicos após vitória na Libertadores

Após a vitória por 2 a 0 do Corinthians sobre o Independiente Santa Fe, pela segunda rodada da Copa Libertadores da América, o técnico Fernando Diniz explicou a decisão de repetir a mesma escalação em três partidas consecutivas — algo inédito na atual temporada da equipe.

O treinador revelou que sua escolha vai além dos critérios físicos normalmente utilizados no futebol moderno. Em entrevista coletiva realizada na Neo Química Arena, Diniz destacou que fatores emocionais e comportamentais têm peso determinante em suas decisões.

— Respeito os dados fisiológicos, mas o jogador não é só um monte de osso e músculo. Existem outras coisas, como medo e coragem, que são até mais importantes — afirmou o treinador.

Segundo Diniz, o desempenho de um atleta não pode ser analisado apenas por métricas físicas ou estatísticas. Para ele, o futebol envolve elementos subjetivos que influenciam diretamente dentro de campo, como confiança, mentalidade e capacidade de reagir a diferentes situações de jogo.

— Existe a parte que mede e a parte que sente. O futebol e a vida são de sentir — completou.

A formação repetida pelo Corinthians foi a mesma utilizada na vitória sobre o Platense, também pela Libertadores, e no empate contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro. A manutenção da equipe indica uma busca por consistência e entrosamento em um momento importante da temporada.

Na partida mais recente, o time entrou em campo com Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Kayke e Yuri Alberto.

Além da escolha pela continuidade, Diniz também comentou sobre o processo de evolução da equipe. Ele destacou o trabalho intenso realizado nos bastidores, mesmo com pouco tempo disponível entre os jogos, e revelou que tem priorizado ajustes defensivos neste início de trajetória.

O treinador ainda ressaltou a importância de aproveitar aspectos positivos deixados por trabalhos anteriores, citando contribuições de Ramón Díaz e Dorival Júnior na construção do elenco atual.

— Temos trabalhado muito, com bastante vídeo e foco na organização defensiva. Aos poucos, vamos acrescentando outras ideias — explicou.

Outro ponto destacado por Diniz foi o comportamento do grupo. Segundo ele, o elenco demonstra forte disposição para aprender e evoluir, o que tem facilitado a implementação de sua filosofia de jogo.

— É um time com muita fome de aprender. Tenho buscado criar conexões rápidas com os jogadores para que as coisas fluam melhor — afirmou.

Dentro de campo, o resultado positivo consolidou o bom momento do Corinthians na competição. A equipe chegou à segunda vitória consecutiva, manteve 100% de aproveitamento e assumiu a liderança isolada do Grupo E, com seis pontos.

Além disso, o triunfo encerrou um jejum incômodo: o clube não vencia em casa há dois meses. O fim dessa sequência negativa foi comemorado pelo treinador, que fez questão de destacar o apoio da torcida.

— A energia aqui é diferente. Quero que a nossa conexão com o torcedor seja cada vez mais forte. Representar essa torcida é algo muito especial para mim — declarou.

Diniz também trouxe um tom pessoal ao falar sobre sua relação com o clube e a região. Natural da Zona Leste de São Paulo, o treinador se emocionou ao comentar a oportunidade de comandar o Corinthians jogando em Itaquera.

— Tenho uma ligação muito forte com esse lugar. É emocionante estar aqui — disse.

Apesar do bom momento, o Corinthians terá desafios na sequência da temporada. O próximo compromisso será contra o Vitória, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro.

Para essa partida, Diniz não poderá repetir a mesma escalação. O lateral-direito Matheuzinho e o meio-campista André estão suspensos após expulsões no clássico contra o Palmeiras e serão desfalques.

Ainda assim, o treinador busca manter a consistência da equipe e dar continuidade ao processo de evolução. A combinação entre desempenho, confiança e identidade de jogo será fundamental para sustentar o bom início na Libertadores e melhorar a campanha nas demais competições.

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